Orquídeas Silvestres Portuguesas

 

  A família das orquidáceas portuguesas é composta por cerca de oitenta espécies, incluíndo híbridos e variantes morfológicas, algumas das quais endémicas, apenas observadas nas ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
  Em Portugal, existem 16 géneros, sendo os mais representativos: Dactylorhiza, Epipactis, Ophrys, Orchis e Serapias.
  A destruição do seu habitat é a sua maior ameaça, pelo que, urge preservar os espaços naturais ou semi-naturais que ainda subsistem. Algumas das espécies encontram-se seriamente ameaçadas de extinção, entre outras, Cephalanthera rubra, Dactylorhiza insulares, Epipactis phyllanthes, Gymnadenia conopsea, Ophrys apifera variantes bicolor e Sicoensis, Ophrys incubacea, Orchis laxiflora, Orchis provincialis, Orchis ustulata (observada pela 1ª vez em Portugal em Maio de 2010), Platanthera bifolia, Neottia nidus-avis, Serapias perez-chiscanoi, Epipactis duriensis, Epipactis fageticola, Goodyera macrophylla, Platanthera azorica, Ophrys algarvensis, Ophrys lutea subsp. quarteirae, Ophrys vasconica, Ophrys dyris, Serapias atlantica, Serapias cordigera subsp. gentilii, Serapias strictiflora subsp. elsae, Orchis scoplorum, Orchis morio var. chiscanoi e Gennaria dyphilla. A Dactylorhiza incarnata provavelmente nunca existiu em Portugal e a Epipactis palustris encontra-se em vias de extinção.

 

  Fotografias e identificação por José Monteiro.